Ministério da Mulher leva “Tempo de Esperança” a Carrasco Bonito
No interior do Tocantins, a palavra “Carrasco”, não significa um executor da pena de morte. Pelo contrário, indica um amplo cerrado em seu estado de maior beleza. E foi uma cidadezinha do Bico do Papagaio que carrega um nome até redundante: “Carrasco Bonito”, que recebeu no sábado, dia 26 de Dezembro, a visita de 60 adventistas do sétimo dia dispostos a levar a mensagem da esperança.
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O projeto foi idealizado pela professora Lucília Rosa, esposa do pastor do distrito, Manoel Barbosa. Através de solicitações e doações, ela conseguiu 2.000 livros “Tempos de Esperança”, e juntamente com a equipe do ministério da mulher reuniu irmãos das igrejas de Augustinópolis, Sampaio, Praia Norte e Araguatins na empreitada.
Reunidos na sede da igreja de Augustinópolis, a primeira ação da tarde de sábado foi à dedicação dos livros e orações pelas pessoas que os receberiam. Em seguida, divididos em carros e ônibus, os 60 voluntários seguiram para a cidade, até então, sem nenhum adventista.
Em duas horas os livros foram distribuídos em todas as casas de Carrasco Bonito, uma cidade de aproximadamente 7.000 habitantes. De casa em casa, os adventistas oravam pelas famílias, trocavam palavras de animo, deixavam a literatura e se despediam com sorrisos.
Um velhinho, analfabeto, prometeu que fará neto ler para ele, e mais tarde, andando pela rua, já se viam moradores da comunidade sentados sob as árvores, lendo o material. Arimatéia é membro da igreja de Augustinópolis, e ficou feliz ao ver que um jovem para quem entregou um livro, desligou a TV e começou a folhear o mesmo logo após a sua saída. Logo após, na praça central, o Pr. Manoel conversa com os responsáveis das igrejas mais próximas: “O próximo passo é erguer um barracão de palha, e fazer uma conferência” ensina.
O material que sobrou não ficou nas caixas. Os irmãos seguiram para os povoados vizinhos, chamados “Firmino” e “Alto Vinte Mil”, e deixaram os livros ali também. O irmão Raimundo, apelidade de Doca e residente em Alto Vinte Mil, ficou com 60 livros e se comprometeu a levá-los para as fazendas e assentamentos próximos.
Andando pelo interior do Tocantins, é possível ver vilarejos e povoados minúsculos, espalhados pelo Cerrado. A igreja cresce no Bico do Papagaio, mas a paisagem não deixa dúvidas de que ainda há muito a ser feito. No encerramento do evento, novamente na igreja de Augustinópolis, Lucília pede que os irmãos locais prossigam com a obra. “Eu quero que esses livros cheguem aonde nenhum adventista jamais foi” declara.
Com a palavra de Deus sendo levada adiante, muita gente já pode sonhar com o céu, um lugar muito mais bonito que o carrasco na hora que o sol se põe. Mas dentre tantos, Centro dos Ferreiras, Sumaúma, Dezesseis, São Miguel, Bela Vista e Vila Falcão são alguns dos povoados e assentamentos espalhados por entre densas matas de babaçu e intocados pela presença adventista. A obra tem que continuar.

Heloísa Barbosa |